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riscos_e_rabiscos

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É nisto que me transformo à segunda-feira...

Bitch, a real bitch! Aliás não me tranformo, transformam-me. Esta turma consegue tirar-me do sério. Insolência, má-educação e má formação não combinam comigo. Falta de respeito e rebaldaria, ainda muito menos. 
Às segunda-feiras não sou professora de inglês, sou gestora de conflitos, sou um saco de boxe, sou uma coisa qualquer que vai para aquela sal de aula tentar dar aulas, escrever qualquer coisa no quadro, fazer o pino para os meninos se acalmarem e prestarem atenção.
Sou a palhaça de serviço, é o que é. A professora titular nem se dá ao trabalho de se zangar com os miúdos e nem de flar com os pais, daí esta situação não passar da cepa torta.
À segunda-feira sou uma bitch (cabra) e não gosto nada... :(((

Coisas que não compreendo.

Há situações que me deixam a pensar. E muito. Porque não as consigo compreender. Falha minha? Não sei.

 

Tenho uma aluna que me confunde totalmente os neurónios. A mim e aos outros. Reparem nas situações:

 

Situação 1: Fim da aula, mando os alunos pararem com as tarefas e peço para arrumarem. Disse isto mais do que uma vez. Toda a gente cumpriu, à excepção desta aluna. Falei com ela directamente e mandei-a terminar o que estava a fazer e arrumar. Nada. Tive de lhe tirar o papel da frente, pegar nas coisas dela e arrumá-las. Só aí percebeu que a aula tinha terminado e que a turma já tinha saído toda. Quando lhe perguntei se não me tinha ouvido mandar arrumar, responde-me com “não, tu não disseste para arrumar”.

 

Situação 2: No fim das aulas, fazemos sempre a avaliação do comportamento. Em conversa descontraída com esta aluna, disse-lhe que ela era a aluna mais mal comportada da turma. Resposta delea “Ai sou? Não sabia disso…” Depois confrontei-a com os factos de estar sempre a ser chamada à atenção por todos os professores, de ir tantas vezes para a direcção, de ir de castigo para a sala de estudo…

 

Situação 3: Começo a dar matéria nova, turma toda com atenção a olhar para o quadro e a miúda, em vez de prestar atenção – o tema até era do agrado deles -, retira do dossier um postal de aniversário que tinha feito e desata a cantar os parabéns. Mando-a calar uma vez e continuo. Elea também continua com o mesmo comportamento. Mando calar segunda vez. Ela continua a cantar. À terceira mandei-o para a direcção. Então os outros colegas não têm direito a aprender e a não serem perturbados na sua atenção? Já nem falo no respeito à minha pessoa.

 

E já nem refiro outras. São situações diárias, perturbadoras do normal funcionamento da aula e dos colegas. Fale-se a bem ou repreenda-se a miúda e a coisa é igual. Parece que não lhe entra nada naquela cabeça.

 

Não vos parece estranho? Há qualquer coisa que não bate certo…

Homens na Mira

 

Somos afamadas de ser complicadas, mimadas e outros predicados terminados em –adas, como por exemplo, tramadas. Somos sempre nós a pagar as favas. A culpa é sempre nossa. Aqueles clichés todos que vocês tão bem conhecem.

 

Os homens têm uma perspectiva diferente das coisas, é certo. Deve ser algo genético. O pior é quando esta questão genética se alia a um feitio, digamos, menos bom.

 

Há uma coisa, nos homens, que me irrita solenemente: são respostas parcas. Imaginem que vão jantar fora e que são vocês a sugerir o restaurante. Mas o vosso companheiro discorda. A reacção óbvia da vossa parte é perguntar:

- Porquê?

- Porque sim… - responde ele.

- Oh, diz lá porque é que não queres ir ao restaurante… - perguntam vocês meio às “aranhas”.

- Porque não!

- Hummm… Mas tens algum motivo forte para não voltares a colocar lá os pés? – tentam vocês perceber .

- Não… - responde enquanto manuseia o seu jornal desportivo favorito.

- Então e onde te apetece ir? – o vosso estômago começa a roncar.

- A qualquer lado…

- Então vamos àquele… – o desespero e a fome são aliados potentes.

- Não me apetece.

- Não te apetece? Porquê? – a paciência começa a esgotar-se.

- Porque não… - glup!

 

Pescadinha de rabo na boca. É como eu chamo a este tipo de conversa. Sinceramente, homens, digam lá que esta conversa não é típica vossa?! E com este tipo de resposta ainda acham que nós somos complicadas e chatas. Mas no fim das contas, nós só queremos compreender o porquê das vossas respostas. Custa assim tanto dizer “não me apetece porque blá, blá, blá” ou “não gosto porque blá, blá, blá”. A palavra-chave é o “porque”.

 

Este tipo de atitudes é que despoletam situações de crise entre muitos casais. Pode parecer-vos estúpido mas não é. São reveladoras de teimosias estúpidas e de uma falta de diálogo por mesquinhez. Com isto, o que acontece é que, inconscientemente ou não, vão fazendo com que as vossas companheiras se afastem de vocês, deixem de partilhar os seus pensamentos e preocupações com quem partilham a vida. É isso que vocês pretendem? Parece-me que não…

 

Sejam felizes, evitem este tipo de situação, digam às vossas companheiras o “porque” das coisas (para elas é tão importante) mesmo que para vocês ito vos pareça desnecessário.

 

Por natureza, os homens e as mulheres são diferentes. Vocês não estão dispostos  a fazer os sacrifícios que nós estamos. Mas pensem um bocadinho em nós. Prometem?